Bastidores

Na Arapuan, Manuela bota pingo d’água no fogo amigo de Cid Gomes

16 de outubro de 2018 às 17h10

A declaração do ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT) piorou o que já está ruim e deixou tonta a cúpula da campanha de Fernando Haddad (PT). E não é para menos. A esta altura da eleição, com Haddad aumentando a rejeição e Jair Bolsonaro (PSL) inesperadamente diminuindo, a fala de Cid funciona como rastilho de pólvora.

Isso ficou claro hoje na entrevista de Manuella Dávila (PCdoB) ao Arapuan Verdade (Rede Arapuan de Rádio), candidata à vice.

Perguntada sobre a palavra corrosiva de Cid, para quem o PT fez muita besteira, se achou o dono da verdade e pensou que os fins justificam os meios, Manuella deu uma volta nos 16 mil quilômetros de extensão dos limites do Brasil para minimizar o impacto da fala do senador eleito pelo PDT e irmão de Ciro Gomes.

“Faz parte das divergências e, evidentemente, elas podem ser apresentadas de forma pública. O mais importante que se diga ao povo agora é que mais que uma disputa de quem acha que o PT cometeu alguma bobeira ou que não cometeu, é uma disputa entre democracia e ditadura. Liberdade de continuar criticando os nossos governos ou a intolerância, o ódio dos nossos adversários”, disse.

Para o incêndio espalhado por Gomes no arraial petista, Manuella correu em socorro com gotas de água.

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