Bastidores

Mídias sociais colaboraram para armadilha eleitoral. Por Pablo Ortelado

16 de outubro de 2018 às 13h30

A armadilha eleitoral em que nos metemos tem muitas causas, mas está sem dúvida enraizada nos usos que fazemos das novas tecnologias.

Ficamos tempo demais nas mídias sociais e, como mostrou pesquisa do Datafolha, estamos usando essas novas formas de comunicação para receber, para compartilhar e para discutir assuntos políticos.

Essas novas tecnologias têm cumprido basicamente três funções: nos manter permanentemente indignados e assustados, nos manter engajados e nos manter alinhados.

Mídias sociais como o Facebook e o Twitter e redes de comunicação privada como o WhatsApp e o Telegram têm nos deixado indignados e assustados porque consumimos uma quantidade muito grande de informação política diariamente renovada, que não nos deixa relaxar ou pensar, colocando-nos em modo de excitação permanente.

Essas informações e notícias estão sendo produzidas por ativistas e sites noticiosos hiperpartidários que não se dedicam apenas a opinar, interpretando os fatos, nem a apurar, desvelando fatos novos. Sua tarefa principal é adequar os fatos apurados por outros para que se ajustem aos discursos mobilizadores de emoções.

Folha
Vídeo

Vídeo-comentário: Ricardo vai tomar café quente até o fim


Esperança

Ao ler a lista do anúncio dos mesmos secretários no futuro governo da Paraíba, Dona Candinha não se aguentou:

"Agora é esperar que, pelo menos, João troque o governador!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Sem anúncio para a Segurança, Claudio Lima – no cargo há oito anos – fica ou, finalmente, despede-se?
NÚMERO

7

Número da apertada diferença de votos entre George Coelho (67) e Dudu Martins (60), na eleição da Famup.