Bastidores

Bom seria confronto de propostas, né? Por Reinaldo Azevedo

8 de outubro de 2018 às 17h46
Os candidatos a presidente Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) - Arquivo O GLOBO

Bolsonaro e Haddad vão para a disputa final num certame que, de saída, parece bastante desigual. Afinal, um deles ficou a quatro pontos de vencer no primeiro turno.

O outro ficou bastante distante. Obviamente, o petista entra como não-favorito. O PT tem experiência de vencer batalhas de segundo turno.

Mas, nas quatro vezes em que venceu, largou na dianteira. Não é o caso desta vez. De todo modo, é outra disputa. O candidato do PSL vai ter de se expor mais. Terá o que antes não tinha: um horário eleitoral.

Há os debates. Sua participação ainda é incerta. Haddad, em seu discurso, falou em uma espécie de movimento em favor da democracia, independentemente de óbices ideológicos.

Bolsonaro fez acenos explícitos a mulheres, gays e negros, mas para acusar o adversário de querer dividir o Brasil.

Bom seria que, finalmente, houvesse uma confrontação de propostas que tirasse o país ou do retrovisor ou de um proselitismo estridente que produz muito calor e pouca clareza.

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