Bastidores

A transição para Bolsonaro. Por Ricardo Noblat

8 de outubro de 2018 às 15h10

Sai de cena o “nós” contra “eles” que já andava meio esquecido. No seu lugar entra a “civilização” contra a ‘barbárie”.

Esse será um dos motes, ou o principal, da campanha de Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição.

O partido não aprende com seus erros. A divisão do país que carrega a assinatura do PT produziu o que ele colhe agora.

Haddad precisa de votos para derrotar Jair Bolsonaro (PSL). Não lhe bastarão os disponíveis dos eleitores de esquerda.

Mas como ser bem-sucedido se ao invés de apelar à união investirá outra vez no seu oposto?

De fato, o PT jamais imaginou chegar ao segundo turno com Lula preso e Haddad ou qualquer outro nome no lugar dele.

Talvez não quisesse. Agiu para manter o monopólio do voto de esquerda, e, nesse caso, e só nesse, deu-se bem.

O segundo turno é jogo jogado. Bolsonaro pode dar-se ao luxo de começar a governar desde agora por falta de quem o faça.

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