Opinião

O ponto em que PT e Bolsonaro são farinha do mesmo saco

28 de setembro de 2018 às 07h06 Por Heron Cid
Ditadura é ditadura. De esquerda (em Cuba) ou de direita (no Brasil).  Nesse ponto, PT e PSL se assemelham

Estamos à beira de um abismo. O Brasil corre um sério risco de conviver com o autoritarismo a partir de 2019. Em matéria de apreço a regime de exceção e de privação de liberdades, as duas candidaturas que perigam vencer as eleições estão na base do ditado consagrado na canção do paraibano Antônio Barros: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem declarada simpatia pela Ditadura Militar no Brasil. Bolsonaro tem um discurso pra lá de ameno com os excessos, as torturas e as mortes perpetradas pelos militares na ‘guerra’ estabelecida contra o comunismo. Algo inaceitável até mesmo na tentativa de contextualização do conturbado período.

Militar da reserva, decerto se sente constrangindo de combater as barbaridades do passado patrocinadas pela sua corporação e compelido e defender sua farda.

Apesar de pegar esse gancho para diminuir a candidatura de Bolsonaro e pichá-lo de autoritário, o PT – de Fernando Haddad  – nutre conivência pública e apoia à ditadura de Cuba – um regime (desde 1959) esdrúxulo passado de irmão para irmão, onde cidadãos não escolhem presidente, são presos apenas por discordarem do modelo autocrático de governo, não há liberdade de imprensa e o povo vive na miséria.

Se fosse pouco, o petismo age com solidariedade e certa admiração ao regime chavista imposto na Venezuela, agora ampliado com Nicolás Maduro, que levou o País à bancarrotas e venezuelanos a buscarem asilo em outras nações, correndo da repressão e da fome.

Assim como Bolsonaro com a ditadura brasileira, não há da parte do PT uma declaração, uma repreensão, uma discordância, uma palavra sequer de repulsa a governos que sufocam oposições à base da força, que prendem opositores, que castram o processo democrático e que humilham seus patriotas.

Ditadura é ditadura. De esquerda (em Cuba) ou de direita (no Brasil).

Tem mais um ponto comum: à qualquer notícia negativa, ataques pesados à imprensa, sempre responsabilizada por conspirações.

Nesses aspectos, há irônicas semelhanças entre as candidaturas que polarizam nosso processo eleitoral. E, quando se criticam mutuamente pelas posturas alinhadas à práticas ditatoriais, estão caindo noutro velho dito popular, sempre invocado pela sábia dona Nuita, minha avó: “É um sujo falando do mal lavado”!

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