Bastidores

Sucessão escancara falta de quadros. Por Josias de Souza

27 de setembro de 2018 às 08h23

De todas as evidências que a sucessão de 2018 escancara, a mais incômoda é a absoluta falta de quadros da política nacional. O líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, era até ontem um deputado com 27 anos de mandato e nenhuma obra relevante a exibir. O vice-líder é Fernando Haddad, um ex-prefeito cujo mandato o eleitor de São Paulo se recusou a renovar, impondo-lhe uma derrota de primeiro turno.

O país está de novo às voltas com uma disputa do tipo PT versus anti-PT. A diferença é que o eleitor anti-petista se deslocou da centro-deireita para a extrema-direita. Incompetência do PSDB. Há 16 anos fora do Planalto, o tucanato não conseguiu oferecer esperança que justificasse o seu retorno. Aécio, a oferta de 2014, virou lama. Alckmin, a aposta de 2018, está na posição do jogador que corre o risco de levantar da mesa de pôquer sem dinheiro para o táxi.

O PT celebra a ascensão meteórica de Haddad como um renascimento. Nada mais ilusório. Depois de dois mega-escândalos e um impeachment, tudo o que o petismo foi capaz de oferecer foi um novo poste. O único líder do partido com luz própria está na cadeia. Sofrerá novas condenações. Ainda que eleja mais um preposto, Lula talvez não consiga mais disputar eleições. Costuma-se dizer que o brasileiro não sabe votar. Mas a verdade é que o eleitor não pode escolher o que não está na vitrine.

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Vídeo-comentário: Ricardo vai tomar café quente até o fim


Esperança

Ao ler a lista do anúncio dos mesmos secretários no futuro governo da Paraíba, Dona Candinha não se aguentou:

"Agora é esperar que, pelo menos, João troque o governador!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Sem anúncio para a Segurança, Claudio Lima – no cargo há oito anos – fica ou, finalmente, despede-se?
NÚMERO

7

Número da apertada diferença de votos entre George Coelho (67) e Dudu Martins (60), na eleição da Famup.