Opinião

Uma bússola para os caminhos da Paraíba

26 de setembro de 2018 às 11h51 Por Heron Cid
Rômulo Polari na apresentação do documento Paraíba: Desafio ao Desenvolvimento

A Paraíba já foi a quarta economia do Nordeste. Isso até 1995. Em 2002, caiu para o quarta pior da região. De 2010 a 2015, houve reação e fomos o Estado que apresentou maior crescimento. Não o suficiente para sairmos da posição pouco gloriosa.

Esses dados estão contidos no documento intitulado Paraíba Desafios ao Desenvolvimento, apresentado ontem pelo Conselho Regional de Economia em explanação do economista e ex-reitor da UFPB, Rômulo Polari, um dos grandes pensadores do desenvolvimento regional.

O estudo é destinado aos próximos eleitos da Paraíba, de governador a deputados federais.

E ele não se resume a apontar e diagnosticar os problemas que travam a impulsão de nossas riquezas. Vai além e apresenta caminhos.

Entre eles, o efetivo destravamento do Polo Turístico do Cabo Branco, criação de um moderno setor primário no Sertão, região com enorme potencial de produção e serviços, mas subestimada no tocante a investimentos, implantação de um complexo mineral/agroindustrial na Borborema.

O plano indica “o quê”. Caberá à nossa representação política, com unidade, vencer o desafio de achar “o como”, traduzido em projetos e fontes de recursos.

É valiosa a contribuição ofertada, nesse momento de processo eleitoral, pelo Conselho de Economia, especialmente no esforço perpetrado pelo seu presidente Celso Mangueira, o presidente da Associação Comercial da Paraíba, Rafael Bernardino, e Polari, acadêmico de relevo reconhecido.

O documento é uma bússola para um Estado que precisa superar uma condição muito peculiar: 33% de nosso PIB é gerado pela Administração Pública. Ou seja, sem os governos, perdemos um terço de nossa riqueza. O que mostra o quanto ainda somos pobres.

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