Bastidores

Polarização acentua a trinca que divide o Brasil. Por Josias de Souza

20 de setembro de 2018 às 09h51

Juntos, o líder e o vice-líder da corrida presidencial somaram 47% das intenções de voto no Ibope mais recente —Bolsonaro com 28%, Haddad com 19%. Cristalizou-se a polarização: o anti-PT contra o petista. Somando-se as taxas atribuídas aos  outros presidenciáveis e o índice dos sem candidato, verifica-se que 52% dos eleitores estão, por enquanto, fora da polarização. Esse é o retrato de uma sociedade trincada.

O Brasil a ser administrado pelo presidente que tomará posse em 1º de janeiro de 2019 é um país de ponta-cabeça. O Executivo está quebrado. O Legislativo, pulverizado. O Judiciário, abarrotado de escândalos por julgar. Esse já não é um cenário de fundo do poço. O Brasil se encontra num poço sem fundo.

Mantido o Fla-Flu, quem não morre de amores pelo capitão nem sonha com a volta da turma do presidiário terá de se posicionar. Muita gente votará em Haddad para evitar Bolsonaro. Outra parte optará pelo anti-PT para esconjurar o preposto de Lula. A preferência será substituída pela exclusão.

O Brasil é, hoje, um belo ponto no mapa, ideal para reerguer uma nação. Isso exige união. O problema é que a polarização deve produzir não um presidente, mas um herói vingador que os pára-choques de caminhão xingarão 15 dias depois da posse.

UOL

Vídeo

Vídeo-comentário: Ricardo vai tomar café quente até o fim


Esperança

Ao ler a lista do anúncio dos mesmos secretários no futuro governo da Paraíba, Dona Candinha não se aguentou:

"Agora é esperar que, pelo menos, João troque o governador!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Sem anúncio para a Segurança, Claudio Lima – no cargo há oito anos – fica ou, finalmente, despede-se?
NÚMERO

7

Número da apertada diferença de votos entre George Coelho (67) e Dudu Martins (60), na eleição da Famup.