Opinião

As guinadas

20 de setembro de 2018 às 10h51 Por Heron Cid
Haddad, em nível nacional, no Ibope e no Datafolha; João Azevedo na Método/Correio e Ibope/Cabo Branco, oscilam para cima.

Fernando Haddad (PT), o candidato de Lula, cresce nas últimas pesquisas e começa a se afastar de Ciro Gomes (PDT), de acordo com o último DataFolha. João Azevedo (PSB), que já foi o terceiro na disputa paraibana, apresenta um avanço meteórico e empata com José Maranhão (MDB), conforme o Ibope.

Tanto Haddad, em nível nacional, no Ibope e no Datafolha, quanto João Azevedo na Método/Correio e Ibope/Cabo Branco, oscilam para cima.

Haddad pela bênção oficial de Lula, até então líder das pesquisas. João pela influência da representação da ‘grife’ do governador Ricardo Coutinho, dotado de significativa aprovação de governo.

Na Paraíba, o crescimento do candidato socialista é considerável, sobretudo, porque a sua pré-campanha foi marcada pela estagnação e certa desconfiança de viabilidade.

Os efeitos da campanha propriamente dita, com propaganda mais massificada e presença no Interior, com a injeção da gigante estrutura política do PSB e aliados, estão dando resultado prático.

O cenário obriga Ciro, Alckmin e Marina (esta com menor chance) a uma reação em poucos dias, tentando arrancar o voto útil.

Por aqui, o desafio é de Lucélio Cartaxo (congelado na casa dos 20 pontos percentuais) e dos seus principais cabos eleitorais (Luciano Cartaxo, Romero Rodrigues e Cássio Cunha Lima), especialmente em João Pessoa, cujo tamanho de maioria é a arma para catapultar o candidato do PV ao segundo turno.

Os dois movimentos (nacional e estadual) à dezessete dias do primeiro turno indicam um fator provável: o eleitor, até então indiferente, começa se posicionar e determinadas candidaturas vão conquistando fatias daqueles percentuais de indecisos ou apáticos quanto ao processo.

Isso fica mais claro quando observa-se: à medida que cai a indefinição do voto, os candidatos sobem, sem praticamente retirar pontos dos adversários.

Uma hora ou outra, o cidadão tem consciência da necessidade de fazer sua escolha. Nem que seja buscando a menos ruim entre as opções disponíveis. E a hora está chegando.

Por mais difícil que seja o momento, o eleitor sabe: a pior decisão é não decidir.

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