Opinião

A pobreza da eleição de 2018

19 de setembro de 2018 às 11h38 Por Heron Cid
Eleição no Brasil pode terminar como começou a crise: reduzida a dois alimentos pobres em nutrientes

Ele não. Ele sim. Essa é a nova tônica na reta final de campanha de 2018.

O que por si só já revela que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, é um fenômeno a ser estudado. Para o bem ou para o mal, a eleição gira em torno dele e do ex-presidente Lula.

Uma na UTI e outro na cadeia. De lá, comandam o processo eleitoral e um enormidade de seguidores dispostos a tudo.

Se não houver mudança, os gráficos estão aí para mostrar a tendência de segundo turno entre o ex-capitão do Exército e o ungido de Lula, o ex-prefeito Fernando Haddad.

Concretizada, provará que o eleitor brasileiro está rodando num oito. Sai de um ponto e volta ao mesmo.

A eleição seguinte à uma grave crise política deveria apontar novos horizontes para além da bilateralidade, muito acima de um plebiscito do “nós contra eles”.

Mas, voltamos à estaca zero. O Brasil dividido entre o PT e o anti-PT. O Bolsonaro e o anti-Bolsonaro.

Chegaremos a outubro do mesmo modo como saímos das manifestações de 2016. Um país tão rico dividido no pobre debate entre “coxinhas” e “mortadela”.

Vídeo

Vídeoentrevista: Jeová precisou vencer câncer, antes de ganhar eleição


Metando

Dona Candinha jura que Dilma deu um conselho a Fernando Haddad, nessa reta final de segundo turno:

"Deixa a meta aberta e depois dobra a meta!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Crítico contumaz do PT e voz ativa no impeachment, Cássio Cunha Lima ficará em silêncio no segundo turno?
NÚMERO

R$ 6,7 milhões

Valores de recursos aprovados pelo BNDES para projetos de recargas de veículos elétricos.