Opinião

PB1, a piada nacional

11 de setembro de 2018 às 10h28 Por Heron Cid
Grupo criminoso expôs, com todas as letras e da pior forma possível, que o PB1 não tem o mínimo de segurança máxima.(Foto: reprodução TV Globo)

Dita por um jornalista paraibano, a frase logo seria minimizada e reduzida, como de praxe, à eterna briga política local.

Vinda da boca de um comunicador de renome nacional, completamente indiferente à mesquinharia estadual, fica mais difícil de ser politizada.

Ricardo Boechat, apresentador da Rede Bandeirantes, sintetizou, num curto comentário hoje na Band News FM, em cadeia nacional, o que virou o PB1 após o massacre da madrugada de ontem: uma piada.

Mesmo constrangidos, admitamos, ele tem razão na óbvia conclusão.

Ainda mais quando receita às autoridades paraibanas a primeira providência: revogar o título de penitenciária de segurança máxima.

“A primeira providência é revogar o título de penitenciária de segurança máxima daquela espelunca. Segurança máxima desde que o bandido não ataque, porque se atacar leva”, bradou o jornalista no rádio.

E foi exatamente o que não houve durante o ataque organizado. A estrutura policial disponível não ofereceu a menor resistência.

Para piorar, segundo a própria Polícia, viaturas não se aproximaram do local para um reforço pelo receio dos policiais de serem exterminados por metralhadoras ponto 50.

E convenhamos, o modelo do PB1 é um convite a gangues com potencial para afrontar. De fora, chega-se à porta do presídio, literalmente, sem nenhuma barreira no caminho. Dentro, um pequeno efetivo de agentes para segurar quase 700 presos.

A olho nu, a estrutura já dava pistas da vulnerabilidade que estimulou os bandidos ao resgate de uma gangue presa há um mês.

Ontem, um grupo criminoso expôs, com todas as letras e da pior forma possível, que o PB1 não tem o mínimo de segurança máxima. A não ser, como acentuou Boechat, na capacidade de virar motivo de chacota.

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