Opinião

O azar dos prefeitos da oposição

15 de agosto de 2018 às 10h58 Por Heron Cid
Dinaldo Filho, o terceiro prefeito da Oposição afastado em um ano na Paraíba; o vice, Bonifácio Rocha, assume

Dinaldo Filho (PSDB), de Patos, é o da vez. Ele é o terceiro, entre os prefeitos da oposição em grandes cidades, afastado do poder na Paraíba.

Antes dele, foram Berg Lima e depois o vice, Luís Antônio, em Bayeux, e Leto Viana e o vice Flávio Oliveira, em Cabedelo.

Três influentes cidades no mapa geográfico e político do estado.

No intervalo, a ex-prefeita do Conde, Tatiana Correia, foi parar alguns dias na cadeia e agora, livre do presídio, está debaixo de ordens.

Todos alvos de operações do Ministério Público, que cumpre seu papel no combate à improbidade administrativa, em parceria com Polícia Civil, esta que nos últimos anos ganhou inédito protagonismo em ações do gênero aqui no Estado.

Em todos os casos, os gestores oposicionistas são acusados de corrupção e fraudes.

Nos bastidores, já se cogita: quem será o próximo alvo da fila? Cajazeiras ou Santa Rita?

Para usar um jargão bem conhecido, “nunca antes na história” se apeou tanto prefeito na Paraíba. Uma evolução.

Azar da oposição, que saiu de 2016 com o controle dos maiores colégios eleitorais paraibanos e vê seu tamanho minguando…

Sorte do Governo, que assiste a adversários caindo, em efeito dominó, e aliados alçados ao comando de cidades estratégicas, por força de despachos judiciais. A meses de uma nova eleição estadual.

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