Opinião

O Debate Arapuan e o modelo paradigmático

14 de agosto de 2018 às 11h57 Por Heron Cid

Nem vencedores e nem vencidos. O debate da TV Arapuan mostrou uma balança equilibrada entre os candidatos, com alguns pontos altos e baixos de todos.

José Maranhão, o mais tarimbado em confrontos eleitorais, foi ousado nas abordagens e demonstrou vitalidade, embora não tenha vencido o desafio de apresentar algo novo além de sua já conhecida e vendida “experiência”.

João Azevedo evoluiu, a julgar pelas entrevistas anteriores. Demonstrou segurança, domínio de causa e conhecimento dos assuntos que abordou ou fora provocado, com destaque para página de recursos hídricos, sua praia. Só precisa dá mais alma e vida no conteúdo do que expõe.

Lucélio Cartaxo surpreendeu. Havia muitas dúvidas, inclusive internamente no seu grupo politico, quanto ao seu desempenho. Ele está com um discurso na ponta da língua. Carece ainda passar ao público mais conhecimento sobre o Estado e seus problemas e apresentar uma ideia ou projeto mais impactante, sobretudo, que contemple as regiões para além de João Pessoa e Campina Grande.

Tárcio Teixeira é bom de verbo, tem retórica fluída, é instigante e provocativo e é presença indispensável em qualquer debate daqui em diante. Falta-lhe, entretanto, mais do que o dedo em riste. O eleitor quer mais dele, uma proposta convincente, por exemplo. Tárcio tem capacidade para corresponder a essa expectativa.

Foi uma boa estreia para todos. Mas, até entre os divergentes num ponto todos concordam: o modelo do debate apresentado pelo Sistema Arapuan foi um capítulo à parte. Menos mediador, mais candidato. Um confronto direto ao máximo que apresentou os candidatos como eles são. Ou como não deveriam ser.

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