Opinião

João Azevedo, o registro e as dúvidas para trás

10 de agosto de 2018 às 10h52 Por Heron Cid

Para alguns, um ato protocolar em si, uma formalidade para outros, uma manchete normal da cobertura das eleições para a imprensa.

Particularmente, para João Azevedo, ex-secretário de Infraestrutura do Estado, o pedido de registro de sua candidatura ao Governo da Paraíba, no TRE, representa para além de um ritual do processo eleitoral.

No caso dele, há uma outra simbologia embutida.

Substituído (ou preservado – dizem as pétalas girassóis) em 2016, na disputa da Prefeitura de João Pessoa, Azevedo precisou conviver em 2017, quando seu nome fora ungido pelo governador Ricardo Coutinho, com o fantasma permanente da substituição.

Foi alvo dessas suspeitas até entre aliados da base governista. O nome do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Veneziano Vital, aqui e acolá fora sussurrado.

Antes, a possibilidade da desincompatibilização de Ricardo Coutinho do Governo era outro complicador e a presumida candidatura da vice Lígia Feliciano a iminente bomba relógio para o fim do projeto em torno de João.

O tempo passou e com ele todas as fogueiras de dúvidas e brasas ameaçadoras foram vencidas.

A candidatura agora é uma realidade. E de papel passado.

Essas cenas devem ter povoado um filme na cabeça de Azevedo, na hora em que, ontem, assinava o documento que carimba de vez seu nome na acirrada disputa.

Se vai ter final feliz, agora depende do desempenho dele e dos concorrentes.

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