Opinião

Candidatura governista já elegeu o discurso de 2018

16 de julho de 2018 às 10h55 Por Heron Cid
João Azevedo e Ricardo Coutinho definiram estratégia retórica para situar o eleitor e carimbar adversário

Com esse novo e curto calendário eleitoral em vigor, pré-campanha é um eufemismo. Candidatos fingem que ainda não são candidatos e a Justiça Eleitoral finge que a campanha ainda não está em plena ebulição.

Essa fase da eleição – com seus eventos partidários – já permitiu decifrar os motes e discursos dos projetos em disputa.

A candidatura do PSB tem uma mensagem clara. Dividir a Paraíba em antes e depois de Ricardo Coutinho, governador do Estado.

Há uma estratégia retórica para tratar a Oposição como a velha Paraíba, preferencialmente associando Lucélio Cartaxo (PV), o concorrente mais direto, ao senador Cássio Cunha Lima, que já governou o Estado.

Todos os baluartes do socialismo também estão engajados em fazer comparativos de gestão e repetir a exaustão o êxito administrativo de Ricardo para, logo em seguida, formular a sentença: a Paraiba não pode voltar ao passado.

O projeto eleitoral governista se fundamenta no encaminhamento de fazer da eleição um plebiscito em torno de Ricardo e de Azevedo o herdeiro político capaz de promover a continuidade.

A ordem, portanto, é estigmatizar o adversário como representante do ‘atraso’.

Basicamente, isso.

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