Bastidores

Vitória do Bispo Crivella na Gaiola de Ouro. Por Bernardo Mello Franco

13 de julho de 2018 às 10h26
Marcelo Crivella | Foto: Givaldo Barbosa

“Vim falar com a Márcia”, ironizava uma faixa aberta sobre o plenário da Câmara Municipal do Rio. A assessora que fura a fila da saúde foi lembrada a todo instante na sessão que lotou o Palácio Pedro Ernesto, também conhecido como Gaiola de Ouro. Observados pelo quadro “Suplício de Tiradentes”, os vereadores discutiam se o prefeito Marcelo Crivella deveria ser mandado à forca.

“O Crivella tem uma doença autoimune. Ele mesmo se destrói”, diagnosticou o médico e vereador Paulo Pinheiro (PSOL). Ele defendia a abertura de processo de impeachment contra o bispo da Universal, acusado de usar a prefeitura para favorecer igrejas evangélicas.

“Eles têm um projeto de poder. O bispo Macedo tá milionário à custa do dinheiro dos fiéis”, provocou Babá (PSOL), com as longas madeixas caindo sobre o paletó. “Respeito seus cabelos pretos de raízes brancas, mas a questão não é religiosa”, devolveu Tânia Bastos (PRB), da Universal.

Empolgada, a vereadora elevou a voz e tropeçou no português. “A quem interessa essa desestabilidade (sic) no Rio?”, questionou. Não foi a única a maltratar o idioma. “Chega a ser deboche tratar do impeachment do prefeito diante de toda atrocidade que o Brasil enfrenta pela frente”, enrolou-se o líder do governo, Dr. Jairinho (MDB).

“Os senhores já questionaram a veracidade do áudio?”, perguntou o pastor Otoni de Paula (PSC), embora Crivella tenha confirmado que é dele a voz gravada pelo GLOBO na reunião com pastores. Vaiado, o vereador chamou os manifestantes de “povinho sem educação”. Depois rebolou e mandou uma banana para as galerias.

Alheio ao circo, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) almoçava tranquilamente numa quentinha. Outros aproveitavam a casa cheia para se promover. “Qualquer comunidade que estiver com dificuldade, estou aqui”, disse Tiãozinho do Jacaré (PRB). “Em Santíssimo e na Carobinha, você me encontra de chinelo e bermuda. Não de terno e gravata”, emendou Zico (PTB), que não é o ídolo do Flamengo.

Certo de que Crivella seria salvo, o bispo Inaldo Leitão ironizou a oposição. “Essa é a esquerda que só grita. Saudade da Marielle”, disse, referindo-se à vereadora assassinada há 121 dias. O prefeito não apareceu, mas comemorou a vitória nas redes sociais. “Quero agradecer a Deus… e aos vereadores da base!”, festejou.

O Globo
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