Opinião

Pesquisas, entre amor e ódio

10 de julho de 2018 às 10h52 Por Heron Cid
Pesquisadores encararam perguntas, questionamentos e dúvidas sobre esse polêmico instrumento

Para quem figura na dianteira, elas são adoráveis e revelam “o sentimento do povo”. Aos que amargam a lanterna as palavras proferidas são sempre levantando desconfianças e descrédito. A pesquisa eleitoral tem esse poder de fazer candidatos oscilarem do amor ao ódio, a depender das circunstâncias e dos interesses.

O fato é que elas são, para o bem ou para o mal, uma importante ferramenta de estratégia eleitoral. Seu extrato indicam as melhores composições, os potenciais e fragilidades dos candidatos e apontam o humor do eleitor por região, classe social e idade. Um verdadeiro mapa.

No Frente a Frente, da TV Arapuan, quatro experts no assunto mergulharam nesse tema. Paulo de Tarso, da Consult (RN), e os paraibanos Pedro Cézar (6 Sigma), Emanuelton Borges (Alfa) e Bruno Agra (DataVox).

O quarteto não se livrou de uma pergunta: por que os eleitores desconfiam tanto dos números? Os diretores de institutos não se eximiram da resposta. No geral, o uso que se faz da pesquisa pode ser pernicioso quando distorcido ao bel prazer do marketing.

Outro fator: pela rivalidade política, os números, antes do resultado, são contestados por coligações. Mesmo sem argumentos fáticos, invariavelmente o Judiciário tende a suspender, gerando antecipadamente uma nódoa ou fumaça de dúvidas no que mais tarde é liberado para divulgação.

Mas há também uma mea culpa. Existem os institutos forjados apenas para fabricar e vender estatísticas ao gosto do freguês, estes misturam joio e trigo no mesmo balaio e criam mitos de que toda pesquisa está carimbada de vícios. O que não é verdade.

Diante dos efeitos práticos e diretos dentro do processo eleitoral, divulgar ou não divulgar? Eis a questão. Um tema que não encontra consenso nem entre os que a produzem. No programa, por exemplo, dois (Pedro Cézar e Emanuelton) convidados preferem manter os dados no consumo interno. Outros dois (Paulo de Tarso e Bruno Agra) advogam a publicização como um direito do eleitor à informação.

Não tem jeito, pesquisa é isso. Sempre dividirá opiniões. Mas não se pode esquecer de um detalhe. Ela indica uma tendência. Resultado é só na urna, quando a soberania do eleitor fala. E tira a teima.

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