Opinião

A Copa do meu Mundo

23 de junho de 2018 às 10h12 Por Heron Cid
Em 1994, time de Parreira trouxe tetra para o Brasil; a taça que povoou e embalou sonhos de tantos, feito eu

Jorge Campos (México), Valderrama (Colômbia), Bebeto (Brasil), Batistuta (Argentina), Gianluca Pagliuca (Itália). Esses craques passavam na tela preto e branco chuviscada da casa da rua Ana Rocha, número 18, e coloriam meus olhos aos dez anos de idade.

Na minha primeira Copa, a dos Estados Unidos, o futebol exercia em mim uma mística encantadora. Transferia para dentro da Philco toda a imaginação dos toques e dribles nas jogadas de moleque franzino no Clementão, campo empoeirado e perigosamente desviado por pedreiras no bairro da Vila Nova.

Em cada partida do Brasil, viajava milhas de distância em sonhos. Via, anos mais tarde, nos gramados internacionais Galvão Bueno chamando o nome do filho de Marizete e Marizópolis inteira assistindo o conterrâneo fazendo gols e brilhando na seleção canarinha. E a chegada triunfal na terra natal, com abraços, fotos e muitos sorrisos…

Qual brasileiro, na infância ou na adolescência, não já se pegou de alguma forma nessas divagações? Qual pai ou mãe não já se enquadrou nessa cena? Sobretudo, gente das classes mais pobres, feito eu, terreno em que as chances de ascensão pelas vias normais só mediante milagres, como os que o futebol pode obrar.

A força desse esporte no coração e na cultura brasileira é um traço marcante na formação do DNA do nosso povo. Por isso, de quatro em quatro anos, ainda que o astral esteja em baixa pelos descaminhos políticos e econômicos, a Copa do Mundo tem essa capacidade de unir, juntando os diferentes e antagônicos, ricos e pobres, na mesma emoção de um grito coletivo de gol.

Nesse 2018, olho para José e Cleiperon, meus dois (dos quatro) filhos de nove anos de idade, e vejo de novo aquele mesmo menino 24 anos atrás de olhos fixos em cada jogo da Copa de 1994, a que Branco, Dunga, Romário, Bebeto e Taffarel criaram em mim um mundo à parte.

Um planeta em que é possível driblar adversidades e levantar o troféu pelos esforços, garra e méritos, independente de qual campo se escolhe botar os pés e o coração.

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