Bastidores

Espírito do “pega-pra-capar e ninguém presta” contamina a Copa. Por Reinaldo Azevedo

12 de junho de 2018 às 09h38

É papo-furado a história de que Brasileiro ainda não está interessado em eleição. Está, sim. Só que anda sem esperança, e essa é a pior forma, se querem saber, de se importar com alguma coisa. O espírito do “pega-pra-capar” e do “ninguém presta” é de tal ordem, que, vejam vocês, não poupa nem mesmo a Copa do Mundo. Vai longe, e não de modo virtuoso, aquele brasileiro da caricatura que só quereria saber de futebol, cerveja e mulher. A cerveja e a mulher que se cuidem… O que realmente mobiliza, mas para uma apatia algo rancorosa, os brasucas é a corrupção, os problemas na saúde, na educação, na segurança… O desinteresse pela Copa do Mundo, aponta pesquisa Datafolha, atinge hoje 53% dos brasileiros. Apenas 18% dizem ter grande interesse no certame.

O desinteresse pela Copa do Mundo não é igualmente distribuído, mas é grande tanto entre homens como entre mulheres. Dizem não ter interesse nenhum na disputa nada menos de 44% dos homens; outros 10% admitem ser pequeno; 22%, apenas médio. E se ocupam mesmo do assunto magros 24%. Entre as mulheres, os números são ainda mais dramáticos. Dão de ombros para a competição espantosos 61% das ouvidas; só 14% fazem o contrário. Dispensam uma atenção média ao torneio 15%; e pequena, 8%.

Esse não estar nem aí para a Copa do Mundo nem traduz uma visão extremamente crítica sobre a Seleção Brasileira. Dizem que o nosso selecionado é o favorito 48% dos entrevistados. É um número grande, mas já foi bem maior: na disputa na África do Sul, em 2010, eram 64%; no travada no Brasil em 2014, a despeito dos todos os protestos — lembra-se das cobranças de uma “educação e uma saúde padrão Fifa” —, 68%. Tite, o técnico, têm a confiança dos brasileiros: 64% afirmam ser seu trabalho ótimo ou bom; apenas 5% o consideram “péssimo”, sabe-se lá por quê. Dizem ser regular 13%, e 18% não souberam opinar.

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NÚMERO

65 e 62

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