Opinião

Com iguais escolhas não há mudança

11 de junho de 2018 às 11h19 Por Heron Cid
Se eleitor mantiver o ponteiro da bússola na mesma direção chegará ao mesmo caminho: o abismo em que nos metemos

Há um sábio ditado: não há resultados diferentes fazendo as mesmas coisas. Essa grande verdade se encaixa bem na necessidade do atual processo eleitoral.

Então, mudar não combina com as caras ou modelos que governaram o Brasil nas últimas três décadas.

Nesse período, fomos basicamente governados pela polarização PSDB versus PT, com a presença do satélite principal, o MDB, que atualmente dá as cartas no Palácio do Planalto.

Para não dizer que não falei de flores, PSDB legou ao País a estabilidade da moeda, com o Plano Real, e os pilares da responsabilidade fiscal.

O PT aprofundou as políticas sociais, dinamizou o crédito e melhorou, sensivelmente, a educação.

Os dois, porém, sucumbiram à corrupção, o buraco maior do abismo em que nos metemos.

Os fatos ilustram o chafurdo: a cúpula petista está atrás das grades, o ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, já está no cárcere e Aécio Neves, ex-candidato a presidente da República, segue a fila.

Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima, emedebistas taludos, e operadores e lobistas do partido caíram nas investigações. Enrolado até o pescoço, Michel Temer ver o sol redondo pela proteção da imunidade e a generosidade cúmplice do Congresso.

Cada um ao seu modo, esses três projetos já foram experimentados. E, se prevalecer o anseio real de mudança, o ponteiro da bússola de um novo governo não deve (ou não deveria) apontar para nenhum deles.

Como ensina o adágio, não dá pra plantar a mesma semente esperando que coisas novas nasçam. E a árvore se conhece pelos seus frutos. E cada uma delas já deu o que tinha de dar.

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