Opinião

Os de hoje repetem os de ontem

9 de junho de 2018 às 10h50 Por Heron Cid
Investigados do passado e do presente recorrem à mesma cantilena e, na parede, se revelam cada vez mais iguais

O ministro chefe de Governo, Carlos Marun, vociferou outro dia no Canal Livre, da TV Band: “Michel Temer é o governo mais perseguido de todos os tempos”.

Alvo de investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de crimes no pagamento da reforma da casa de sua filha, Temer bradou: “Não sofro investigação, sou vítima de um esquartejamento político e moral”.

Quem fecha os olhos ouvindo essas declarações tem inevitável sensação de déjà vu.

Elas foram ditas pela então presidente Dilma Roussef, quando viu a água da lama entrando no seu quarto e o cheiro de impeachment no ar, e continuam sendo exclamadas à exaustão por Lula e próceres do petismo.

Para os de ontem, toda revelação que os deixavam nus era parte de uma grande trama para apeá-los do poder.

Os de hoje, sempre que a Justiça bate-lhes à porta ou a imprensa divulga fatos do submundo político emedebista ou tucano, prontamente se dizem vítima de uma implacável caçada.

Ontem, era golpe. Hoje, é conspiração. Eles estão cada vez mais iguais. Na prática e no discurso.

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