Opinião

Linha João Pessoa/Campina

8 de junho de 2018 às 10h44 Por Heron Cid

O almoço dos prefeitos Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues, anteontem, em João Pessoa, juntou a fome com a vontade de comer. Dois dias depois, fica constatado o apetite dos dois por uma aliança João Pessoa/Campina Grande materializado na Carta à Paraíba, na qual cinco partidos lançam a chapa Lucélio Cartaxo e Micheline Rodrigues ao Governo do Estado.

Às especulações de desistência solfejadas pelas pétalas girassóis, Luciano respondeu com um fato concreto. Em vez de fissuras, Cartaxo e Romero mandaram à praça uma demonstração de fortalecimento e engajamento, agora oficial.

A carta é também a materialização da representação do temido somatório João Pessoa e Campina Grande, os dois maiores e mais influentes colégios eleitorais paraibanos, ambos pilotados por gestores com aprovação acima da média, e cujas respectivas forças políticas precisam ser consideradas como diferenciais no processo.

O documento expressa outro simbolismo. Revela a nova dinâmica da política paraibana com a inserção de duas novas emergentes forças políticas dando as cartas num quadro antes dominado entre José Maranhão, Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho, sendo este último a peça que rompeu essa já invalidada dicotomia.

Resumo: juntos, Lucélio e Michelline, literalmente as caras das gestões em João Pessoa e Campina, vão dar trabalho. Eles partem bem de dois territórios estratégicos, por onde os adversários precisarão de todo cuidado e astúcia ao enfrentar terrenos minados.

Quarenta dias das convenções e no dia da abertura do Maior São João do Mundo, pode-se dizer que Lucélio, ex-gestor da Companhia de Trens de João Pessoa, já tem locomotiva garantida para chegar à estação Campina Grande.

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