Opinião

A foto: quem errou, Dória ou Moro?

16 de maio de 2018 às 10h09 Por Heron Cid
Do comportamento político, o brasileiro já sabe o que esperar. Mas, de um juiz espera-se o comedimento

O Brasil vive o auge da atipicidade. Na velocidade de um relâmpago, escândalos ficam para trás em poucas horas. O tempo que surgem os mais novos. Um vai empanando o outro.

A polêmica da vez é a foto do juiz Sérgio Moro, homenageado pela Câmara do Comércio Brasil-Estados Unidos com o Prêmio de Personalidade do Ano, ao lado do ex-prefeito e tucano João Dória.

Dória posou ao lado do premiado e jogou a imagem em suas redes. Rapidamente, o assunto ganhou corpo no mundo paralelo dos debates digitais e, claro, virou manchetes de sites, blogs e portais.

A fotografia funcionou como combustível para reacender as labaredas do debate sobre a parcialidade do magistrado, agitado com muito furor pelo PT e militantes pró-Lula, iracundos com a condenação do líder petista assinada pelo juiz de Curitiba.

De cara, dá pra ver que Dória, pré-candidato ao Governo de São Paulo, tirou a casquinha da simbologia de Moro no Brasil de hoje. Lançado às urnas, para o político a fotografia ajuda. Por esse ângulo, o tucano nada tinha a perder. Saiu no lucro.

Diferente de Sérgio que embaraça-se ao aceitar ser clicado ao lado de um político (e anti-Lula) em plena pré-campanha. Por mais que a foto possa ser justificada como gesto natural de educação e de cordialidade.

Do comportamento político, o brasileiro já sabe o que esperar. Mas, de um juiz espera-se o comedimento. Cautela que Moro não teve ontem e nem quando deu gargalhadas ao lado de Aécio Neves. Um equívoco que, como evidencia-se pela repercussão da foto, desviou a lente do foco dos reconhecidos méritos que o fizeram merecedor do prêmio.

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