Bastidores

MDB cobiça Fazenda e técnicos torcem o nariz. Por Josias de Souza

28 de março de 2018 às 08h28
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista coletiva.( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No governo de Michel Temer, nem o ministério da Fazenda está livre do assédio partidário. Henrique Meirelles, deixará a pasta na semana que vem para tentar a sorte nas urnas. Indicou ao presidente dois nomes técnicos como alternativas para o comando da economia: Eduardo Guardia, atual secretário-executivo, e Mansueto Almeida, secretário de Assuntos Fiscais. O MDB prefere transferir para a Fazenda o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, ligado ao presidente da legenda, o senador Romero Jucá.

Noutros tempos, os governos que se instalavam em Brasília costumavam dividir os ministérios da Esplanada em duas partes: uma era supostamente administrada com seriedade. Outra era oferecida no balcão das barganhas políticas. Nessa divisão, o Ministério da Fazenda costumava ser reservado para gente técnica. Até esse mínimo de recato se perdeu.

Auxiliares de Meirelles ameaçam bater em retirada se Temer rifar as alternativas técnicas que lhe foram oferecidas para aplacar os apetites insaciáveis do MDB. O mais irônico é que Meirelles está deixando o PSD, partido de Gilberto Kassab, justamente para sentar praça no MDB de Temer e Jucá. Uma evidência de que, em Brasília, nada se cria, nada se transforma, tudo se corrompe.

Se ainda tiver um pingo de juízo, Temer não será temerário na Fazenda. O desajuste fiscal é grande. E o desemprego é imenso. Não é hora de brincar com a economia.

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