Opinião

Campina e João Pessoa, Romero e Luciano

15 de março de 2018 às 10h20 Por Heron Cid
Mais do que os outros, Romero e Luciano sabem que não concorrem mais entre si e devem agora somar forças para demarcar território

A força da soma eleitoral de João Pessoa e Campina Grande é um dos poucos consensos na política paraibana.

Até antes do “fico” do prefeito Luciano Cartaxo, analistas e lideranças, por mais diversos que fossem, sempre concordaram; eventual junção do gestor da Capital com o prestígio do prefeito campinense, Romero Rodrigues, coloca uma aliança num patamar de favoritismo.

Luciano saiu do páreo. Romero Rodrigues, hoje, também, ao anunciar, por vias oblíquas, a decisão de ficar na Prefeitura de Campina Grande e de apoiar as pretensões de Luciano, em caso de volta. Independente de regresso, Romero mandou avisar: Luciano e eu marcharemos juntos.

Reparem, de um jeito bem maneiro, Rodrigues não declinou por um nome do ninho tucano.

No mínimo, tem algo novo no ar.

Se a intenção for real e prosperar, voltamos àquele ponto de partida: Coesos, Rodrigues e Cartaxo – as novas forças em ascensão – exercem influência determinante na eleição de 2018, mesmo fora dela.

Como assim? Ainda que não protagonizem o espetáculo, os dois prefeitos podem se valer das respectivas boas avaliações de gestão, da capilaridade eleitoral nas cidades que comandam e ainda dispor da estrutura da máquina para empinar uma chapa costurada a quatro mãos.

Mas tem um ingrediente especial nesse bolo.

Adicione tudo isso a candidatos que representem diretamente com cara e nomes um e outro, unidos, numa disputa.

Pronto, está feita a receita que tem tudo para ser misturada nesse liquidificador. E, pelos projetos de Romero e Luciano, com muitas chances de fermentar dentro da Oposição.

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NÚMERO

R$ 1 bilhão

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