Bastidores

Troca-troca partidário envolve oferta de dinheiro. Por Josias de Souza

15 de fevereiro de 2018 às 09h50

Prepare-se para retirar as crianças da sala no mês que vem. Os políticos se autoconcenderam uma autorização para mudar de partido durante o mês de março sem sofrer punições. Abriu-se o que eles chamam de “janela partidária”. Nesse exato momento está acontecendo uma aberração que logo escalará as manchetes na forma de mais um escândalo: a pretexto de seduzir políticos com bom potencial de votos, partidos lavajatistas estão oferecendo dinheiro. É verba pública. Sai do fundo eleitoral. Alega-se que tudo será usado na campanha. Sabe Deus! Há ofertas de mais de R$ 2 milhões.

O Tribunal Superior Eleitoral acaba de potencializar esse balcão ao autorizar os partidos a despejaram na caixa registradora da eleição o dinheiro público do Fundo Partidário, que serve para bancar o funcionamento das legendas. Com isso, o fundo eleitoral, que era de R$ 1,7 bilhão, pode ser vitaminado em mais R$ 888 milhões, saltando para mais de R$ 2,5 bilhões.

Arma-se nos subterrâneos da política uma arapuca para o próximo presidente da República. Partidos fisiológicos de porte médio não gastarão dinheiro com candidatos ao Planalto. Muitos não disputarão nem os governos estaduais. Por quê? Querem concentrar seus investimentos na eleição de congressistas. Com bancadas maiores, os caciques desses partidos terão mais dinheiro do Fundo partidário e mais força para chantagear o sucessor de Michel Temer. Seja quem for, o próximo presidente será prisioneiro do mesmo círculo vicioso que produziu a Lava Jato. Os políticos desonestos não perdem por esperar. Eles sempre ganham.

Vídeo

Vídeo-opinião: Marina, a única que ameaça ascensão de Bolsonaro


Saúde

Para Dona Candinha, depois da coletiva de hoje, a relação do senador José Maranhão com o Governo adoeceu:

"Foi para a UTI!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
João Azevedo e Lucélio Cartaxo se aguentam até quando sem nenhuma alfinetada em José Maranhão?
NÚMERO

48,9

Patamar de confiança da micro e pequena empresa que cresceu, mas segue em baixo patamar, apontam CNDL/SPC Brasil.