Opinião

Quarta-feira e a ‘quaresma’ política na Paraíba

14 de fevereiro de 2018 às 11h04 Por Heron Cid
Candidaturas estão nas mãos de terceiros e rumos dependem dos Pilatos da vez; quem lavará as mãos?

Começou 2018. Agora não tem mais desculpas e nem postergação. Partidos, candidatos e grupos políticos são empurrados a sair da folia e entrar no bloco das definições.

Com o eleitor mais atento e menos disperso aos problemas – a eleição é um deles -, articuladores entram no circuito com toda a força.

Na Paraíba, olhares estão voltados para as perguntas ainda sem respostas.

A Oposição vai de uma ou de duas candidaturas? O prefeito Luciano Cartaxo consegue arrebatar, finalmente, o apoio do PSDB e se afirma como candidato competitivo ao ponto de renunciar três anos da gestão do segundo maior orçamento do Estado?

Ou joga a tolha e transfere o abacaxi para os tucanos descascarem? Se isso acontecer, o prefeito Romero Rodrigues topa a parada e o senador Cássio Cunha Lima vai pro sacrifício? Ou o contrário, Romero se preserva e Cássio assume o bastão?

Ou Cássio, Romero e Luciano demovem o fogo das pretensões do senador José Maranhão? Ou Maranhão convence todos a apoiá-lo?

Se for fritado pela Oposição, Luciano fica nela ou vai botar sua lenha na Granja Santana?

Na base do Governo, o secretário João Azevedo entra na regressiva. Ele se mostrará viável ao ponto de o governador Ricardo Coutinho botar o pescoço na forca?

Se a candidatura socialista não fluir, na proporção planejada, há ainda espaço para acordo e negociação com a vice Lígia Feliciano que garanta a Ricardo Coutinho o prêmio do conforto do mandato de oito anos e a sobrevida do Jardim Girassol?

No caso específico da conjuntura paraibana, o prazo é diferenciado. Os próximos dias até 7 de abril definem muitos caminhos. Mal comparando, será uma espécie de quaresma – tempo de reflexão e preparação – para os principais protagonistas do Estado.

Até lá, alguns projetos vencerão cruzes e serão salvos pela persistência e habilidade. Enquanto outros serão negados e não se levantarão das quedas e açoites do caminho.

Previsão? Qualquer uma agora é quase blasfêmia. Vai depender dos passos dos Judas, Pilatos e Simão Sirineus…

Vídeo

Vídeo-opinião: mortes no MST, violência no palanque


Solução Chevrolet

Dona Candinha acha que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, deve mudar o ministro da Casa Civil:

"Troca Onyx por Prisma!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Ricardo Coutinho ocupará algum cargo, oficialmente, no futuro governo de João Azevedo?
NÚMERO

628 mil

Contribuintes que caíram na malha fina no Imposto de Renda 2018, segundo a Receita Federal.