Opinião

Cássio e Luciano, queijo e goiabada

9 de Fevereiro de 2018 às 11h20 Por Heron Cid
Líderes da Oposição podem até se remoer; mas um precisa do outro para atingir seus objetivos em 2018

Por orgulho ou estratégia, eles dois podem nem admitir francamente. No fundo, porém, têm que dar o braço a torcer.

Luciano Cartaxo, prefeito de João Pessoa, favorito ao Governo no momento, e o senador Cássio Cunha Lima, líder das oposições, estão ‘condenados’ a estarem juntos na eleição deste ano.

É o cenário que impõe a aliança tão ensaiada, mas ainda em ritmo de banho-maria pelo terreno arenoso de hesitações.

Luciano não encontrará no seu futuro mais adequado cenário para disputar o governo. Se não tiver peito dessa vez, corre o risco de viver mesma experiência do deputado Veneziano Vital, que perdeu o timing de uma disputa majoritária ao Governo.

O quadro leva Cássio – que faz mandato acima da média e conquistou espaço nacional em Brasília – a eleger a reeleição como o espaço mais apropriado e menos arriscado para este 2018.

Os interesses dos dois se encaixam como uma luva. Luciano só sai da Prefeitura, obviamente, se ouvir antes a chancela pública de Cássio e do PSDB, porque é esta aliança quem garante a liga dos eleitorados de João Pessoa e Campina Grande.

Cássio só rompe a barreira de João Pessoa com um cabo eleitoral do peso de Luciano. Com boa penetração na Borborema e no Sertão, o voto pessoense completa o passe que o tucano carece para renovar o mandato, em Brasília.

Os interesses dos dois são como queijo e goiabada. Eles podem até se remoer por dentro, mas não adianta fugir de uma realidade. Luciano Cartaxo precisa de Cássio para ser governador. Cássio precisa de Luciano para se reeleger senador. Simples assim.

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