Opinião

60 dias, começou a contagem regressiva para 7 de abril

7 de Fevereiro de 2018 às 10h42 Por Heron Cid
Tempo corre contra quem precisa tomar a decisão de escolher entre o cargo e a eleição de 2018

Sete de abril. Eis a data que finalmente trará luz ao obscuro e conturbado cenário político paraibano.

O prazo de desincompatibilização diluirá e muito o caldo grosso atual, pródigo em desejos e escasso em certezas.

No terreno do Governo, a data será emblemática e revelará a verdadeira definição do governador Ricardo Coutinho sobre seu futuro político.

Se fica, Ricardo imporá o seu desejo de ungir seu secretário João Azevedo como candidato do PSB e do staff governamental. Mas pagará o preço de correr o alto risco de perder o governo e sentir o Senado se esvair entre seus dedos.

Se sai, o xadrez sofre alteração com a inserção da vice-governadora Lígia Feliciano, já lançada pré-candidata pela direção nacional do PDT.

No poder e natural exposição em solenidades, eventos, inaugurações, Lígia será naturalmente guindada ao debate eleitoral. E pode virar opção de sobrevivência do PSB.

Muda tudo, portanto.

Na Oposição, 7 de abril será emblemático para os prefeitos Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues.

Somente um dos dois deixará os seus respectivos cargos. Ou nenhum deles. Dificilmente, os dois renunciarão.

A escolha de cada um desamarrará o nó de dúvidas dentro desse agrupamento.

Tudo passa também pelo diálogo e acertos com os vices, Manoel Junior, em João Pessoa, e Enivaldo Ribeiro, em Campina Grande.

Dois pontos de interrogação para aliados tanto de Luciano quanto de Romero.

Definitivamente, na Paraíba o 7 de abril não será um dia qualquer. Tem tudo para delinear o futuro político das próximas décadas.

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