Opinião

Lucélio, entre a Assembleia e a Câmara

21 de novembro de 2017 às 11h02 Por Heron Cid
Lucélio Cartaxo, pré-candidato ao Governo pelo PV, dá resposta sem passar recibo

Em nome do projeto do irmão, Lucélio Cartaxo já abriu mão várias vezes de entrar em processos eleitorais.

Na primeira vez que colocou o nome na urna, deixou uma eleição pavimentada de deputado federal e foi para o alto risco da dura peleja ao Senado.

Dessa vez, a coisa é diferente. Com o cartão de apresentação de 500 mil votos, já pode caminhar sozinho.

Mas há um porém.

Com o irmão provavelmente na disputa ao Governo, Lucélio precisará ter todo jogo de cintura para conciliar a necessidade de entrar no páreo sem atrapalhar as articulações em torno do de Luciano.

Queira ou não queira, ele será um concorrente interno de eventuais aliados do projeto estadual. E isso gera ciúmes, pedidos de compensações e até perdas, se não for bem gerenciado.

Esse dado vai pesar na balança para decidir entre a Câmara Federal e a Assembleia, os dois espaços com os quais Lucélio namora para 2018.

A briga por uma vaga na Assembleia tem menos melindres. É uma disputa mais aberta e povoada de candidaturas.

Quadro distinto do ringue para a Câmara, onde a maioria dos candidatos é formada por presidentes de partidos.

Gente com maior poder de fogo e barganha para oferecer ou retirar apoio à candidatura majoritária, projeto prioritário dos irmãos.

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