Opinião

O sermão do padre Manzotti

14 de novembro de 2017 às 10h55 Por Heron Cid
Comunicador nato, um dos líderes religiosos mais populares do Brasil soltou o verbo

O dom de exímio comunicador todos já conheciam, mas ao perfil corajoso e sem papas na língua muitos foram apresentados ontem na entrevista do padre Reginaldo Manzotti, no Frente a Frente, da TV Arapuan.

Instigado pelo autor do Blog (apresentador do programa), Manzotti não se fez de rogado e nem titubeou ao optar por posições claras e contundentes sobre polêmicas.

Entrou de cabeça na guerra estabelecida no país no embate da chamada ideologia de gênero. Criticou o que interpreta como a exceção querendo se impor como regra e diferenciou:

“Uma coisa é você acolher a pessoa que tem uma orientação homo afetiva. Outra coisa é você aceitar união do estado civil, outra coisa é você equiparar essa união a união de homem e mulher. Gente, tudo bem, as pessoas estão com a filosofia bastante complicada. Hoje o maior problema nosso é a educação. Mas não dá para você equiparar, e dizer que é a mesma coisa em grau, gênero e espécie”.

Ele ironizou defesa de um terceiro sexo: “Mulher, então para que fazer ultrassom para ver o sexo se o menino tem pipi? Para que se o fato de ter pipi não quer dizer que vai ser homem. A natureza por sim só ela já diz”.

Para o padre, “existe uma batalha para deixar as pessoa sem referência”, um movimento considerado por ele como nocivo. Nesse ponto, uma crítica feroz à faculdades, acusadas de serem ‘fábricas de ateus’.

“Essa idéias vão entrando e depois as pessoas vão perdendo a identidade de quem ela é. Então, é o pecado e aqui cito as faculdades: fábricas de ateus. Professores não tem o direito de pegar um adolescente que vem lá do interior, que tem devoção a pai, a mãe e a nossa senhora, tira o que tem e não põem nada. Isso é que é ruim. A criança, o adolescente, o jovem, esta saindo da faculdade com bons conhecimentos, mas sem a firmeza. Não é por acaso que em volta das PUCs estaduais e federais está cheio de botecos. Porque da sala tiram as verdades, não colocam nada e fica esse joguete nas mãos do governo e nas mãos de ativistas sem causa com bandeiras sem formatos”.

O religioso, autor do mais novo livro Batalha Espiritual, também se imiscuiu na grave crise política brasileira. Ele puxou a orelha dos políticos, mas deu um conselho não menos duro aos eleitores:

“Eu hoje, por exemplo, vou me colocar como cidadão. Eu não sei em quem votar. Só sei de uma coisa, aqueles que foram citados roubando jamais terão meu voto e se tiveram me arrependo e nunca votarei. É isso que eu digo para o povo: olhe para quem está por cima da carne seca. Esqueça-os. É um momento de renovação e a melhor renovação acontece nas urnas”.

Uma exortação de um dos mais populares líderes religiosos do Brasil, em tempos de tanta instabilidade e relativização. Política, moral e espiritual.

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