Opinião

Tem espaço para outsider?

13 de novembro de 2017 às 11h08 Por Heron Cid
João Dória Júnior e Luciano Huck, empresários sugados para a política

Recentemente, o prefeito João Dória Júnior sentenciou. Não há espaço para outsiders no Brasil. O recado tem endereço certo. O apresentador e empresário Luciano Huck.

Mas ele próprio, Dória, não seria o exemplo recente de um? O tucano responde que ‘não’, com uma justificativa: foi eleito coligado com 13 partidos.

Por esse olhar, o paulista quer dizer que sozinho, isolado num partido, Huck estaria condenado a ser um fiasco nas urnas.

Se a base for a tradicional política brasileira, João tem razão. Raramente, alguém se elege para cargo majoritária sem grandes composições.

Mas quem disse que, necessariamente, a próxima eleição repetirá o mesmo padrão e modelo a que estamos enfastiadamente a assistir?

Onde está escrito que o eleitor, frustrado com tudo que já apostou, está disposto a reproduzir as idênticas motivações e regras para escolher seu candidato a presidir o Brasil?

Dória está pensando pela lógica convencional de um sistema sabidamente fracassado e rejeitado pela sociedade. E ao que tudo indica, o eleitorado se inclina a uma ruptura.

O que também não significa que elegerá um oudsider. Nem também que já eliminará um deles, feito Huck, por antecipação.

Vídeo

Vídeo-opinião: apesar de tudo, a esperança dos jovens não morreu


Teste de nervos

De olho no temperamento dos nossos candidatos, Dona Candinha chegou a conclusão de que o próximo presidente do Brasil não precisa entender muito de economia.

"Basta contar até dez...!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Se der Haddad e Bolsonaro no segundo turno, com quem o PSDB vota?
NÚMERO

R$ 827 bilhões

Volume de dívidas dos estados. Rio de Janeiro é o pior quadro com R$ 127 bilhões de débitos públicos.