Opinião

Homicídios sobem no Brasil; Paraíba nada contra maré

30 de outubro de 2017 às 11h20 Por Heron Cid
Solenidade de entrega de novas viaturas e armas; esforços aparecem nos números

Mapa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, publicado hoje pelo jornal Folha de São Paulo, traz dados que funcionam como lenitivo para os paraibanos. De acordo com as estatísticas, o número de mortes violentas atingiu seu ápice em 2016. Nessas águas turvas, a Paraíba conseguiu nadar contra a correnteza.

Atingiu 61.619 o número de mortes violentas intencionais registradas no Brasil no período, um crescimento de 3,8% em relação ao ano anterior. Significa sete pessoas assassinadas por hora.

A taxa de mortes violentas foi de 29,9 assassinatos por 100 mil habitantes. O Nordeste supera. Os três Estados com maiores incidências são Sergipe (64), Rio Grande do Norte (56,9) e Alagoas (55,9).

A Paraíba tem a segunda (33,10) menor taxa do Nordeste. Só é superada pelo Piauí, com 21,90. E um dado ainda mais alentador. O nosso Estado saiu de 37,80 mortes por grupo de 100 mil, em 2015, e foi para 33,10, em 2016.

Em números absolutos, o número de homicídios caiu de 1.502 para 1.322. Uma queda de 12,58% das ocorrências.

É o ideal? Não. É o aceitável? Nem de longe. Mesmo assim, indica um movimento totalmente contrário a onda que avassala o Brasil afora.

Significa que, de alguma forma, as políticas de segurança adotadas pelo Governo Ricardo Coutinho estão produzindo seus efeitos no quesito redução de assassinatos.

Pelo ainda gigante número de vítimas, nada a comemorar. Pela curva decrescente, um alívio.

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NÚMERO

R$ 700 mil

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