Opinião

Bayeux: a Brasília da Paraíba

24 de outubro de 2017 às 11h12 Por Heron Cid

A calejada cidade de Bayeux tem um bairro chamado Jardim Brasília. Por mais que esforçasse a mente, os seus moradores nunca imaginariam que sua terra um dia se pareceria tanto com a capital da República.

Em menos de um ano de novo governo, o município foi do céu ao inferno, ao eleger uma chapa carregada de novas expectativas e depois acordar num pesadelo real.

Agora, paira num purgatório sem precedentes ao tomar conhecimento de um vídeo em que o então vice-prefeito, já rompido, pedia dinheiro a empresário para ajudar a vitaminar o iminente escândalo que estava para estourar no colo do prefeito Berg Lima.

O vídeo todos lembram. O jovem prefeito era flagrado recebendo dinheiro de um fornecedor da cidade como moeda de troca para garantir pagamentos devidos pela Prefeitura. Deu no que deu.

A desconfiança dos bastidores agora ganha comprovação. O vice, Luís Antônio, havia interceptado o esquema e trabalhava nos bastidores para flagrar, tirar o prefeito do caminho e assumir o poder.

O que aconteceu com a notável colaboração de Berg Lima, ansioso para botar dinheiro no bolso a qualquer custo, e pego numa ação monitorada pelo Ministério Público e Polícia Civil.

Luís Antônio só não contava que tinha sido também gravado, antes de assumir, por um empresário que, meses depois, não se sabe por qual motivação, explodiu o conteúdo feito dinamite. O feitiço virou contra o feiticeiro.

Entre vídeos, conspirações, delações, gravações e flagrantes, atônita, Bayeux se vê diante de uma novela sem fim na qual mocinhos se transformam em bandidos do dia para a noite.

Onde acontece o inesperado, a cidade cumpre uma irônica sina ao virar o jardim distante de Brasília.

Vídeo

Vídeo: ridicularização de Damares não é política; deboche é religioso


Então é Natal

Dona Candinha descobriu o que todo político brasileiro tem, independente de partidos e da época do ano:

"Amigo secreto!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
O que está faltando para João Azevedo anunciar o pouco que resta em aberto do secretariado?
NÚMERO

61,7 milhões

Produção de café em 2018, a maior já registrada na série histórico, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).