Opinião

A luz que ilumina é a mesma que ofusca

10 de outubro de 2017 às 11h29 Por Heron Cid

Há quem pense, num primeiro momento, que a pulverização de pré-candidaturas desgaste a Oposição. Por esse raciocínio, o debate interno demonstraria fragilidade e riscos de rompimento, o que beneficia em tese a pré-candidatura governista.

Esse é o olhar mais imediato e raso, porque se o observador refletir direito verá que, voluntaria ou involuntariamente, as múltiplas candidaturas terminam gerando um efeito colateral.

Ao tempo que o noticiário está recheado de informações, cismas, intrigas, reuniões, declarações, entrevistas com Luciano Cartaxo, Romero Rodrigues e José Maranhão, a candidatura do secretário João Azevedo fica empanada.

É como se a intensa presença da discussão na Oposição marginalizasse das expectativas de poder o nome ungido pelo PSB para a pré-campanha. E esse é um fator que ajuda a explicar, também, a morosidade e apatia dos socialistas até aqui no processo.

A estratégia governista deve continuar trabalhando pelo racha da Oposição e dando holofotes às fissuras dos concorrentes internos dela, mas numa medida que não apague, sem querer, a luz da sua própria criação.

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