Opinião

A lição de 2014 e a tese de 2018

17 de setembro de 2017 às 10h26 Por Heron Cid
Foto: Jorge William/Agência O Globo

Com o erro pode-se fazer duas coisas: ignorá-lo e continuar errando ou usá-lo como ferramenta para o acerto. O erro é, portanto, sempre uma oportunidade de crescimento.

Em 2014, o então candidato Cássio Cunha Lima cometeu um deslize que lhe custou o insucesso no embate com o governador Ricardo Coutinho, a quem venceu no primeiro turno, mas não conseguiu segurar o socialista no segundo.

Avançou nas tratativas de aliança com o PMDB, mas subestimou a legenda, não fez concessões, empurrou os peemedebistas para uma candidatura própria, dividindo a Oposição, e entregou a sigla nos braços do governador e candidato à reeleição. Deu no que deu.

Em 2018, a Oposição passará por novo teste. Se depender de Cássio, não cometerá o mesmo erro da divisão.

Foi isso que ele manifestou expressamente durante o jantar de aniversário do senador José Maranhão.

“A minha opinião é que tenhamos uma candidatura única até pela experiência que tive em 2014 quando errei  em não ter feito aliança com o PMDB porque a eleição teria sido resolvida no primeiro turno”, reconheceu.

O tucano está a advogar uma unidade do bloco contra os artifícios da divisão, sabiamente incensados pelo governador Ricardo Coutinho, apostador da mesma tática que lhe rendeu a esticada na estada da Granja Santana.

Entre outras palavras, Cunha Lima exorta os integrantes da aliança a não se deixar seduzir na tentação de subestimar o adversário e entregar a arma da unidade, de bandeja.

Aprendeu a lição do passado. Porque repetir erro não é teimosia. É burrice.

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