Opinião

Maranhão e a janela aberta

17 de julho de 2017 às 11h20 Por Heron Cid

Nas conversas mais reservadas com caciques da Oposição, o senador José Maranhão tem reiterando uma decisão.

Não pretende e nem estar nos seus planos disputar, mais uma vez, o Governo, na eleição de 2018.

Em público, porém, Maranhão não desestimula especulações e nem movimentos na direção de uma nova candidatura ao Palácio.

Nem o fez quando o PMDB saiu da sua última reunião com tese de postulação própria apontando o seu nome como a alternativa.

Integrante de vitaminada aliança com Luciano Cartaxo e Cássio Cunha Lima, Maranhão joga parado.

E tem lógica seu jogo. De todos os nomes cotados para 2018, ele é o único que nada tem a perder se entrar no páreo.

Diferente de Luciano e Romero Rodrigues. Ambos terão que assumir riscos e ceder espaços de poder para avançar rumo ao Governo.

Com mandato somente até o próximo ano, Cássio vai inevitavelmente para um tudo ou nada. Ou a vitória ou uma temporada sem cargo eletivo.

No grupo do governador, cenário parecido. Todos dependem do passo e do humor de Ricardo Coutinho. De Lígia Feliciano a João Azevedo.

Maranhão, não. Só depende dele mesmo. Por isso, vai fazer o que sempre fez: valorizar o passe até o último minuto do segundo tempo.

Ou da prorrogação.

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