Opinião

Luciano e a linha tênue de 2017 e 2018

22 de Março de 2017 às 11h26 Por Heron Cid
Luciano Cartaxo e o desafio de cumprir bem cada etapa

Numa de suas belas canções, Frutos da Terra (gravada em 1983 por Luiz Gonzaga), Jurandy da Feira – de quem sou fã – filosofa em um dos versos: “O fruto bom dá no tempo/ No pé para gente tirar/ Quem colhe fora do tempo/Não sabe o que o tempo dá”.

Recém-eleito prefeito da maior cidade da Paraíba, já no primeiro turno, Luciano Cartaxo precisará exercitar toda paciência, cautela e bom senso para conviver com as obrigações com João Pessoa (que são muitas) e com os ventos naturais que sopram para uma candidatura ao Governo do Estado.

Se ignorar completamente essa possibilidade, não avança nos contatos e alianças políticas municípios Paraíba adentro. Se avançar o sinal demais pode ser acusado pelos seus adversários de antecipar campanha e esquecer as tarefas da Prefeitura.

Por enquanto, Luciano tem obtido êxito na conciliação dos dois scripts. Conversa com prefeitos, ouve sugestões e pedidos de candidaturas nos fins de semana em viagens ao Interior, participando de eventos ou simplesmente visitando locais públicos, como fez em Sapé, recentemente.

Na semana, despacha demandas administrativas, inaugura obras, inspeciona serviços, interage com a Câmara e se mantém aceso e presente no cotidiano da cidade, que é o dever de casa esperado e cobrado por cada contribuinte de João Pessoa.

Até abril do próximo ano, quando decidirá para onde toca a bola do jogo da sucessão estadual, Cartaxo será testado. O desafio é plantar em terreno fértil em 2017 para poder ter a chance de colher o “fruto bom” no tempo de 2018. Como ensinou Jurandy da Feira há 33 anos.

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