Opinião

Lula, Dilma e o Dia D

19 de março de 2017 às 11h19 Por Heron Cid
Lula e Dilma; DNA e gestação da Transposição

Nos dois lados, o debate em torno da paternidade da Transposição é menor, mas isso não tira o direito e nem a razão de quem estará hoje em Monteiro para um ato de reconhecimento a dois ex-presidentes com contribuição decisiva para a realização desse sonho, agora devidamente materializado.

É mais do que justo tributar a Luis Inácio Lula da Silva a coragem da decisão política de tirar a obra do papel, enfrentar as resistências, até internas, e vencer a burocracia. Esse mérito é sim de Lula, um nordestino que, no triunfo da Presidência, chamou para si a responsabilidade.

E tinha que ser de um retirante de Caetés (PE) o desassombro de peitar todos os contrários. Só alguém com a experiência de vida de Lula, que tantas vezes viu o flagelo da seca queimando na pele, poderia ser o patrono de tão vital e estruturante intervenção.

É igualmente um ato de justiça brindar Dilma Rousseff pela continuidade e execução da maior e mais significativa parte do projeto. Com atrasos ou não, Dilma fez sua parte e marcou seu nome nessa história em alto relevo.

Pela efervescência e agitação política, só se peca quando por radicalismo ignora-se o papel do atual presidente Michel Temer, a quem alguns acusam de usurpar paternidade. É injusto hostilizá-lo por cumprir rigorosamente seu papel. A obra pode não ter a sua cara – como realmente não tem -, mas ele não prevaricou e nem conspirou contra. Pelo contrário.

Semana passada, coube ao presidente e ao seu governo o roteiro institucional e o palco pela aceleração da conclusão de um dos eixos. Hoje, todos os aqueles que enxergam as valorosas colaborações de Lula e Dilma terão a oportunidade de homenageá-los.

Para uns, pode parecer revanche. Para outros, é ato ideológico. Para uns pode parecer só estratégia política, para outros uma manifestação popular espontânea. Pode não ser nada disso. Ou pode ser tudo junto. Isso, no final das contas, tem pai e mãe: a democracia.

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