Opinião

CPIs: a nova queda de braço na AL

16 de março de 2017 às 10h26 Por Heron Cid
Mesa alega despacho administrativo normal; oposição vê manobra para barrar Empreender

Quando a bancada do Governo protocolou, silenciosamente, dois pedidos de instalação de CPIs desconexos, e sem muito sentido no começo da tarde de ontem, já estava desenhado o cenário de confronto com a oposição.

Os pedidos, no mínimo, cumpririam o papel de embaralhar o jogo e tumultuar a fila, que tinha a ruidosa CPI do Empreender na vez.

O script esperado aconteceu: o presidente da Assembleia, Gervásio Maia, num despacho só arquivou logo cinco pedidos, incluindo, o do Empreender.

As demais cumpriam apenas tabela. Indústria de multas em João Pessoa, Telemarketing, venda de ações da Saelpa e Celb e a CPI da FPF.

O comando legislativo deve dar muito pano pra manga. A oposição, desde ontem, classifica o movimento de manobra obscura para sepultar a investigação de suposto uso eleitoral do programa de microcrédito.

A Mesa sustenta apenas deliberação administrativa normal e prevista em Regimento.

Seria uma justificativa razoável não fosse a coincidência com o avanço do processo no TRE.

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