Opinião

E o rio desaguou

12 de março de 2017 às 16h04 Por Heron Cid
Águas chegam a Monteiro, cariri paraibano (Foto-G1/Paraíba)
Monteiro – Vinte e cinco anos atrás, o poeta paraibano Aracílio Araújo foi tomado de inspiração ao ler uma manchete da revista Istoé.
Na capa, o título o “fim do drama” mexeu com o itabaianense. Em minutos, como num transe espiritual a letra da composição, mais tarde gravada com sucesso por Flávio José, estava pronta.
Assim como Aracílio e Flávio, tantos outros nordestinos, especialmente paraibanos, chegam a esse histórico dia 10 de Março, com o sentimento de que o sonho que se sonha junto vira realidade.
Uma realidade que promete ser bem melhor do que a que amargamos por séculos de insegurança hídrica. Um subdesenvolvimento responsável pelos estigmas e preconceitos históricos.
Que a profecia de Aracílio nos seus versos projetando açudes cheios e irrigação para mais de “milhão” se transforme, em breve, numa paisagem real, fonte de vida e impulso econômico.
Antes disso, saudamos a Transposição como elemento de justiça social e dignidade humana. Nenhum país pode ser considerado justo enquanto pelo menos um dos seus filhos seja humilhado pelo direito a um copo d’Água negado.
Humilhação que encorajou o poeta, na sua pureza, a clamar: “Priorize esse projeto, seu doutor”.  E um nordestino, Lula da Silva, levou esse apelo a sério, enfrentou burocracia, poeira e sol, desbravou serras e pedras, dando o ponta-pé que nos fez chegar até aqui.
“Doutor” Michel Temer, integrante e colaborador dessa odisseia, tem que louvar aos céus para agradecer pelo privilégio. Porque sob seu governo, o Brasil hoje finalmente “deixou o rio desaguar”, como suplicou, em nome de milhões, Aracílio Araujo, e cantou Flávio Jose, filho da Monteiro a quem o destino reservou a porta de entrada das águas de um novo tempo.
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