Opinião

A doce e vibrante paixão pelo jornalismo pariu mais uma cria

12 de março de 2017 às 19h39 Por Heron Cid
Primeira máquina de datilografia; o presente - de Tia Poméia - que escreveu meu futuro

Bem moço, aos doze para treze anos de idade, quem prestasse um pouco de atenção naquele garoto calado filho de Marizete percebia o gosto pela comunicação.

Ora, quando ele fazia jornal de cartolina no piso de cimento queimado da casa de dona Nuita, a avó. Ora, quando adormecia de rádio colado no ouvido.

Tia Pompéia, a irmã do pai radialista falecido (José Maria Madrid), teve sensibilidade. Mesmo distante, morando em Natal-RN, foi pródiga na sua percepção em uma das visitas a Marizópolis-PB.

De uma só vez, ela deu uma máquina portátil de escrever, um gravador da fita pequena e uma máquina fotográfica.

Três presentes que a mãe jamais teria condições de comprar naqueles tempos de vacas magras. Só a generosidade de um instrumento divino seria capaz de realizar.

Ali, estavam as ferramentas preciosas. Cada uma, ao seu modo, exercendo a magia do brilho nos olhos e decolando sonhos do terreiro da casa pobre para os ares do infinito.

Vinte anos depois, aquela semente plantada continua frutificando. Depois do Portal MaisPB, já devidamente consolidado, este novo espaço que agora inauguro.

Começo mais esta empreitada com o mesmo sentimento de descoberta e de encantamento daqueles primeiros anos.

Suspiro diante desta nova cria com a adrenalina e o coração pulsando no mesmo ritmo do dia em que gravei e ouvi minha própria voz, datilografei os primeiros textos e registrei a minha primeira imagem em filme Kodak.

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