Opinião

Transposição: o legado de Marcondes Gadelha e o paradoxo político

7 de março de 2017 às 15h04 Por Heron Cid

O sonho da Transposição do Rio São Francisco, na Paraíba, prestes a ser definitivamente materializado neste sábado, é resultado da soma de esforços de muitas mãos. Entre elas, a voz mais altiva e persistente em Brasília, sem dúvidas, foi do paraibano Marcondes Iran Benevides Gadelha.

Na rica entrevista que me concedeu ontem no Frente a Frente, da TV Arapuan, o ex-senador fez uma reconstituição dos caminhos tortuosos, dos bastidores de resistências e da odisséia

Da prancheta por Mário Andreazza, no Governo Militar, à decisão política de Itamar Franco, aos estudos ambientes de Fernando Henrique Cardoso, à coragem de licitar e contratar de Lula, a continuidade em Dilma e a priorização da conclusão em Temer.

Um longo caminho que antes precisou vencer uma dura batalha contra artistas, intelectuais, políticos, empresários. Por incrível que pareça, as pedras no caminho não eram apenas os chamados Estados doadores.

Aqui mesmo na Paraíba, defensores do projeto amargaram protestos, badernas e discursos inflamados de setores acadêmicos e de políticos infiltrados. Muitos dos quais hoje se postam na frente das câmeras como defensores do que já é realidade.

Em uma hora de passeio histórico, Marcondes deu uma aula de conhecimento técnico e de sensibilidade política. O maior de todos os seus méritos, que fica para a posteridade, é a da persistência e da compreensão as transformações só são possíveis pela via da política e de quem sabe exercê-la como sacerdócio.

O mais intrigante e curioso. Na hora da colheita dos frutos de sua bandeira, quem plantou essa luta por décadas no deserto está sem um mandato e uma tribuna para nadar, em nome da Paraíba, nas águas da esperança.

Nada que frustre um Marcondes, no auge de sua maturidade política e pessoal, feliz e compensado porque o rio que se perdia no mar, agora corre para abraçar um povo e banhar de vida uma terra árida.

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