Opinião

Depois da fantasia de carnaval, a ressaca da realidade

1 de março de 2017 às 12h08 Por Heron Cid

Dizem que o ano só começa mesmo aqui no Brasil em março. E não deixa de ser verdade. Até o fim de fevereiro, o País vive uma letargia materializada com toda a força para a política e os Poderes.

O Parlamento pouco produz e entra no ritmo da folia, esticando os prazos de recesso além do que o bom senso permite.

A massa anestesiada, cai na fantasia e também se dispersa da realidade. Esquece por uns tempos dos graves e crônicos problemas sociais e troca os protestos pelas marchinhas e hits da época.

Passado efeito da embriaguez geral, vem a realidade das necessidades de um tempo de turbulência e conturbação social. Confetes e serpentina que sobraram são esquecidos pelos esparadrapos e asfalto que faltam.

Na Paraíba, a volta do carnaval vem com o enredo da privatização da Cagepa. Nos bastidores da Avenida Principal, partidos se movimentam já de olho no calendário eleitoral e muitas máscaras devem cair.

Março chega com as águas da Transposição prestes a rolar debaixo da ponte. Com elas, a urgência de um debate menos raso do abastecimento, mas também do uso para o desenvolvimento econômico.

Se o ano começa agora, corramos atrás do prejuízo. Por que dos trios todo mundo já correu.

Vídeo

Vídeo: a dívida de Luciano Cartaxo com a Cultura em João Pessoa


Efeito

Para Dona Candinha, a decisão do Senado sobre Aécio deixou uma pessoa babando de inveja:

"Gilmar Mendes"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Por que Maranhão e Raimundo Lira evitam falar e justificar a decisão tomada no Caso Aécio?
NÚMEROS

R$ 10 bilhões

Valores de créditos de risco da Caixa que o Governo estuda vender ao BNDES.