Opinião

A constatação de Santiago e o festival de incoerências da Paraíba

13 de fevereiro de 2017 às 06h57 Por Heron Cid

Via de regra, na política brasileira coerência nunca foi o forte. Na Paraíba, então… Entrevistado da MaisTV, canal de vídeo do Portal MaisPB, o ex-senador Wilson Santiago escancarou às vísceras dessa realidade bem típica de nossas terras tabajaras.

Inventei de perguntar o que fez o PTB mudar de opinião sobre o Governo Ricardo em um ano e seis meses. O partido se agrupou num projeto de oposição para interromper o projeto ricardista em 2014 e em julho de 2016 se perfilou entre as pétalas girassóis.

Sincero ao extremo, o presidente estadual do PTB discorreu um rosário de exemplos para fundamentação da sua ‘defesa’.

Ricardo e Cartaxo disputaram em 2012, em 2014 se juntaram e em 2016 voltaram a se confrontar. Cássio votou com Ricardo em 2010 e romperam em 2014. Maranhão passou quatro anos na oposição ao Governo, votou no PSB no segundo turno de 2014 e agora já está na oposição.

Santiago não disse nenhuma novidade. A política da Paraíba é realmente esse ajuntamento de conveniências da hora. Essa gangorra de conchavos, porém, alerta para um dado revelador: o eleitor não veta e nem cobra nexo nessas alianças. Pelo contrário, a história mostra um endosso popular ao festival de bizarrices protagonizado a cada dois anos.

Ora, se o eleitor não está nem aí para o que os homens públicos e seus representantes dizem de manhã e desmancham à tarde, o político vai pouco se lixar para isso. O cidadão, ao que parece, está mais preocupado com o que essas alianças podem produzir com potencial de interferir na sua vida e não na contradição ideológica delas.

O que o experimentado Wilson Santiago desabafou, espontaneamente, sobre o caráter da incoerência da política paraibana é, ironicamente, pra lá de coerente.

Vídeo

Vídeo: Guarda Militar, polêmica pra lá de temporária 


Seca

Dona Candinha sobre a novela do fim do racionamento em Campina Grande:

"O Governo quer acabar o racionamento, mas continua deixando os aliados com sede!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
O Brasil precisa de reforma política ou de reforma dos políticos?
NÚMEROS

154º

Posição do Brasil no ranking mundial de participação das mulheres no Parlamento, segundo a ONU.