Opinião

As opções da Oposição e o desempenho ascendente de Luciano Cartaxo

11 de fevereiro de 2017 às 06h58 Por Heron Cid
É cedo, muito cedo, e, a um ano e dez meses de distância, qualquer análise mais profunda do cenário de 2018 é prematura. O que se pode fazer é pensar sobre a fotografia do momento.
Foi o que fizemos ontem, aqui na Coluna, em relação às opções postas no Jardim Girassol, capitaneado pelo governador Ricardo Coutinho, grupo que enfrentará um duro desafio caso a aliança PMDB, PSDB e PSD seja perene.
É que esse bloco parte com uma grande vantagem no xadrez, a julgar pelos números recentes da pesquisa 6 Sigma para 2018, onde Cássio Cunha Lima, Luciano Cartaxo, José Maranhão e Romero Rodrigues, os líderes oposicionistas, somam um percentual esmagador.
Chama atenção o desempenho do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, colado ao senador Cássio Cunha Lima, ex-governador duas vezes, dotado de forte tradição política e capilaridade eleitoral e vivendo o auge de sua ascensão nacional.
Outro fator a merecer apontamento: na pergunta espontânea para o Governo, Luciano já aparece como o mais lembrado, ficando atrás apenas do governador Ricardo Coutinho, que está no comando do Governo há seis anos e, obviamente, não disputará mais o Palácio.
Há algumas razões superficiais para explicar essa tendência. Governando a Capital por dois mandatos, Luciano venceu duas vezes o forte agrupamento de Ricardo em pleno terreiro do PSB. Isso lhe reveste de envergadura e lhe empresta respeito no âmbito do jogo político.
Na gestão municipal, Cartaxo administra com avaliação acima da média, aprovação que lhe rendeu vitória na reeleição já no primeiro turno. Ele inspira em boa parcela do eleitorado, inclusive no eleitor de Ricardo, a perspectiva o avanço de um ciclo de mudanças na política e na gestão.
Mesmo com muita estrada ainda para vislumbrar no horizonte, os números e o cenário indicam que Luciano está no lugar certo e na hora certa. Convocado naturalmente e por gravidade à sucessão estadual.
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